Escolha uma Página

Conheça mais sobre essa doença e como a dermatologia pode ajudar 

 

Uma das possíveis doenças da pele que pode atingir entre 1 a 10% de uma população é a Rosácea. Esse quadro que recentemente “entrou em destaque” por estar presente no Goleiro da Seleção Brasileira (Copa América 2019) Alisson Becker, é o assunto do meu blog de hoje. Aqui irei abordar seu conceito, como identificar (e não confundir com outros quadros) e seus possíveis tratamentos. Confira!  

 

Afinal, o que é rosácea?

 

Caracterizada por uma vermelhidão na região da face (podendo se expandir para o nariz, bochechas, queixo e testa) essa doença é uma dermatose (inflamação ou doença vascular inflamatória) crônica da pele, podendo causar também a dilatação dos vasos dérmicos, pontos de pus e pápulas (pontos vermelhos) e, em casos mais graves e não tratados, a fibrose e espessamento da pele.  

 

Essa doença é dividida em 4 subtipos de acordo com sua progressão: 

  1. Eritemato-telangectasica 
  2. Papulopustuloso 
  3. Fimatoso (Rinofima 
  4. Ocular  

 

Sua incidência muitas vezes parece estar relacionada com o histórico familiar e predisposição individual, mas sua causa exata ainda não é conhecida.  

Há estudos que apontam que o estresse também é um favorecedor desse quadro, além de ácaros e bactérias específicas.  

 

Nessa doença a pele se torna mais seca e sensível, surgindo a vermelhidão na parte central da face e frequentemente, sintomas como olhos secos e blefarite (inflamação nas bordas palpebrais). 

 

Como a diferenciar de outros quadros  

 

Tratamento para Rosácea

 

Embora, para o olho leigo, seu aspecto visual possa ser confundido com o quadro de Acne ou Alergias faciais, existem sinais claros que a diferenciam de ambos. Como por exemplo: 

 

  • Em relação à alergia: A alergia é uma resposta genética a fatores externos que pode se manifestar na face. Ao contrário da Rosácea ela se manifesta por todo o rosto, não responde à hidratação, não arde (podendo haver coceira) e não expõe vasos do rosto.  

 

  • À Acne: Esse é um quadro resultante da acumulação de sebo, deixando a pele mais favorável para contaminação de bactérias e formação de pus. Ao contrário da Rosácea: Ela é comum em adolescentes (enquanto a rosácea é a partir dos 30 anos), costuma ter aspecto bem pontual e menor e diminui (ou some) após puberdade. 

 

Os possíveis tratamentos 

 

A doença é crônica (não tem cura), mas pode (e deve) ser controlada e tratada. Esse controle depende do estágio em que a doença se apresenta, mas em linhas gerais esse tratamento consiste:  

 

  • De se afastar agravantes da condição: Exposição desprotegida ao sol, ao frio ou vento, bebidas alcoólicas, ingestão de alimentos quentes ou condimentados.  

 

  • Uso de sabonetes adequados 

 

  • Uso do protetor solar (com elevada proteção) 

 

  • Uso de medicamentos como antiparasitários e antimicrobianos tópicos, tetraciclina ou isotretinoina oral.  

 

  • É possível a indicação do uso de lasers, radiofrequência, dermoabrasão ou até mesmo cirurgia em alguns casos mais raros.  

 

Ou seja, é um tratamento que exige também comprometimento da parte do portador em casa, usando os produtos e realizando os cuidados da forma adequada e evitando os agravantes.  

 

A importância do profissional qualificado e acompanhamento nesse quadro

 

O médico dermatologista é responsável por diagnosticar e avaliar o grau dessa doença, além de prescrever o tratamento e produtos corretos para o uso, retirar dúvidas e auxiliar o paciente.  

Como os sintomas da doença podem se estender também à área dos olhos, um acompanhamento regular do oftalmologista pode ser também indicado.  

 

É importante que os cuidados se tornem parte do cotidiano do portador de Rosácea, além de visitas regulares a profissionais qualificados. Existe muito que a medicina atual pode fazer por pessoas com esse quadro, minimizando sintomas, prevenindo e tratando.  

 

Lembre se que sua saúde deve ser prioridade nesse processo! Caso tenha alguma dúvida entre em contato! Será um prazer te atender!